Genealogia
familiar.
Quando nos propomos a fazer a árvore
genealógica da família precisamos de informações que nos levem a encontrar as
mais fidedignas das verdades, no entanto, nem sempre isso é possível. Dentre
todas as informações que adquirimos sempre haverá algumas contradições sobre o
grau de parentesco e coligações entre famílias; isso, pois, somos todos
descendentes de quatro ramos, dos quais, alguns deles até mesmo esquecidos.
Mesmo assim, somos todos aparentados e ligados consanguíneos com as gerações
mais recentes e, apesar de não darmos muita importância, trazemos nas
aparências fisionômicas e corporais traços dos mais antigos. Não somente traços
fisionômicos e corporais, mas também herdamos as tendências profissionais nos
vários ramos da sociedade.
É muito comum encontrarmos sobrenomes
adulterados por registros mal feitos, por questões de adaptação para outros
idiomas ou por erros ortográficos. Sobrenomes comuns e mais usuais na sociedade
advindas de batismos no século XVIII e XIX, por uma influência portuguesa e
espanhola, dificultam as buscas para afirmar quais são as origens e
descendências. A partir de meados do século XIX com a vinda principalmente de
italianos, alemães e poloneses, entre outros, é que vamos encontrar sobrenomes
mais incomuns para a língua portuguesa. Daí então, alguns registros passaram a
ser transcritos de forma aportuguesada, eliminando caracteres e sinais gráficos
em nomes e sobrenomes; caso do sobrenome Hubsch que continha na letra “u” a
trema, algo que nos dias de hoje com
toda modernidade nem os teclados do computador mantiveram...a propósito, o
sobrenome Hubsch, de origem alemã, também tem registro como Hubch, sem o
“s”...aí fica-se sem saber se tanto um quanto outro pertenceram a mesma
família. O mesmo ocorre com o sobrenome Dal`Lin, de origem italiana, que contém
o apóstrofe entre o Dal e o Lin. Tenho observado que existem muitos Dal´Lin, no
entanto, este sobrenome é escrito de várias formas; alguns possuem o apóstrofe,
outros escrevem sem o sinal gráfico e com os dois “eles” juntos, e outros ainda
com os “eles” separados mas sem o sinal gráfico.
Tais “erros” dificultam em muito as
pesquisas sobre nomes e sobrenomes, e nem sempre podemos dar continuidade por
não ser encontrado um fio da meada. Portanto, mesmo que possamos fazer uma
árvore genealógica, temos dificuldades para incluir nossos ancestrais além
daqueles mais recentes.
“Ainda sobre o sobrenome Hubsch, por
curiosidade, entre tantos encontrei Heinrich Hubsch
Que nasceu na cidade de Weinheim em 9 de
fevereiro de 1795 e faleceu em Karlsruhe em 3 de abril de 1863, tendo sido
sepultado em Alter Friedhof Karlsruhm. Teve sua vida dedicada após ter se
formado na universidade de Heidelbeg, em defesa das construções em estilo em
arco. Além dos muitos projetos arquitetônicos, entre eles um teatro com
armadura de telhado de ferro, enveredou em publicações sobre o tema arquitetura
grega, foi pesquisador das artes e professor de arquitetura no instituto Stãdel
em Frankfurt. Mais “tarde, em 1827 sucedeu seu mestre Friedrich Weibrenner como
mestre de obras e arquiteto do Grão-Ducado de Baden”.
O sobrenome, mesmo que tenha passado
séculos, é a marca, o registro de família perpetuado e, em qualquer
circunstância, aqueles nascidos com o sobrenome têm por si só algum grau de
parentesco, mesmo que tal grau seja desconhecido. No entanto, com a evolução de
registros casamentais, formação de novas famílias, outros sobrenomes são
trocados para dar lugar ou mesmo sustentação a novos ramos familiares; casos de
primos nascidos de novos matrimônios que formam ramos prolongados de uma árvore
genealógica, tendo a denominação de “primos em graus” definida pela aproximação
ou distanciamento dos fatores consanguíneos.
(Os primeiros registros oficiais com o
sobrenome Hubsch são dos anos de 1600)
Assim, como nossos antepassados buscavam
garantir e perpetuar sobrenomes, cá estamos nós em busca de quem foram eles,
saber de suas origens, de suas vivências e sobrevivências, resgatar e contar
suas historias para ampliar a visão e o conceito de família.
Nossas raízes familiares derivam de
quatro ramos dos sobrenomes daqueles ancestrais mais próximos, ou seja: Bisavós
ou avós paternos e maternos que deram sequência aos nossos pais e mães, sempre
com predominância do sobrenome dos pais; não que o sobrenome da mãe tenha sido
trocado ou descartado, ou mesmo abdicado, mas, por razões de ligações entre
famílias ficou convencionado em algumas culturas que o sobrenome paterno
predominasse. No entanto, alguns sobrenomes do pai e da mãe se uniram,
conservando desta forma, tanto a uma e outra família proporcionando um
sobrenome duplo.
É uma tarefa complicada classificar os
nomes de família por causa das mudanças de ortografia e pronúncia, com o passar
dos anos muitas palavras antigas tinham significados diferentes e atualmente
estão obsoletas. Muitos nomes de família dependeram da competência e discrição
de quem os escreveu no registro. O mesmo sobrenome pode muitas vezes estar
escrito de diferentes maneiras até mesmo em um documento só.
Os estudos sobre a genealogia dos nomes
nos levam a crer que não necessariamente reflete a "ancestralidade
cultural ou genômica", pois há perdas de linhagem matrilinear, adoções e
mudanças de nome no casamento, entre outros eventos que podem fazer reduzir a
precisão de tais indicadores".
Mesmo de forma a entender os propósitos
em construir uma árvore genealógica, temos que tomar como ponto de partida
nossos ancestrais de três ou quatro gerações anteriores aos nossos avós
paternos e maternos e desenhar as várias ramificações de descendentes, pois é
nas ramificações que serão esclarecidas o grau de parentesco entre os
indivíduos.
A minha pesquisa se dá pelos fatos
existentes sobre datas, registros, nomes e sobrenomes que, supostamente tidos
como corretos, revelam falhas e promovem dúvidas. No entanto, como muitas
informações foram sepultadas com nossos ancestrais, podemos recorrer até mesmo
em suposições, como por exemplo, a figura de Heinrich Hubsch que, por ter o mesmo sobrenome de Venceslaw Hubsch, tenham tido algum
grau de parentesco, apesar de não terem convivido, pois, enquanto Heinrich
viveu entre os anos de 1795 e 1863, Venceslaw viveu entre os anos 1879 e 1932.
Mas, apesar dos anos de vivência de um e de outro, o comum prevalece quanto das
nacionalidades, ambos nasceram na Áustria.
E uma das
características que compunha a família nos séculos passados eram os sobrenomes
que interligados entre si formavam os clãs; eram famílias distintas, porém com
laços mesmo distantes podemos considerar componentes e formadores de uma
corrente que agregava valores familiares, fossem nas estruturas simples e
humildes ou nas mais abastadas e complexas maneiras de vida.
Nos dias de hoje nem todos os descendentes daquelas
famílias dão importância a esses fatos, o mundo moderno levou muitos a
determinados conceitos provocando a desagregação até mesmo no nome familiar. Em
alguns casos, primos não se conhecem, e tios, que no passado mereciam todo o
respeito, hoje são apenas considerados parentes.
O objetivo de reaver a
historia de familiares não é uma volta ao passado, mas para termos uma
referência de valores que em muitos casos se perderam.
Conhecer a historia de nossos antepassados nos leva
a imaginar as muitas ações promovidas por aqueles desbravadores que deram
início ao que somos hoje. Lembrando que a imigração daqueles que dispuseram a
se aventurar em novas terras é que formou o povo brasileiro e, juntamente com
os negros vindo da África e o nativo índio brasileiro, passamos a ter a maior
diversidade do Planeta. Somos um povo miscigenado com raças, culturas e
sentimentos diferentes.
Uma das características que
compunha a família nos séculos passados eram os sobrenomes, que interligados
entre si formavam os clãs. Eram famílias distintas, porém, com laços mesmo
distantes, eram considerados componentes e formadores de uma corrente que
agregava valores, fossem nas estruturas simples e humildes ou nas mais
abastadas e complexas maneiras de vida.
Nos
dias de hoje nem todos os descendentes daquelas famílias dão importância a esses
fatos, o mundo moderno levou muitos ao individualismo e a determinados
conceitos provocando a desagregação até mesmo no nome familiar. Em alguns
casos, primos não se conhecem, e tios, que no passado mereciam todo o respeito,
hoje são apenas parentes.
O objetivo de reaver
a historia de familiares não é uma volta ao passado, mas para termos uma
referência de valores que em muitos casos se perderam.
Conhecer a
historia de nossos antepassados nos leva a imaginar as muitas ações promovidas
por aqueles desbravadores que deram início ao que somos hoje. A imigração
daqueles que dispuseram a se aventurar em novas terras é que formou o povo
brasileiro e, juntamente com os negros vindo da África e o nativo índio
brasileiro, passamos a ter a maior diversidade do Planeta. Somos um povo
miscigenado com raças, culturas e sentimentos diferentes.
***
Com um apanhado de informações
colhidas em pesquisas com dados documentais e memórias, espero agradar aos
familiares em geral. No entanto, tais dados estão em alguns casos incompletos
necessitando de mais informações e correções. Com isso espero a colaboração de
todos que, interessados, ajudem a recontar a historia com crônicas, fotos, sejam
documentos e outros dados que relevantes.
Os Dal`Lin (origem)
Quanto a João Enilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini
Hubsch, pouco ou quase nada se sabe de suas atividades em terras brasileiras.
Há indícios de que muitos da família Hubscch tenham se dirigido para o Rio
Grande do Sul e Santa Catarina, outros para o planalto curitibano. Ainda
existem muitos descendentes no Paraná, tanto dos Dal´Lin quanto dos Hubcsch e
Brandestine, no entanto, por falta de informação não podemos citá-los,
resta-nos crer nas historias contadas pelos antigos tios e avós nos anos 50 e
60 do século XX, mas, apesar da pouca documentação podemos crer que todos os
relatos são verdadeiros.
Diáspora
da família Dal´Lin
No cais
do porto em Gênova um aglomerado de gente com malas e trouxas esperavam o
embarque no grande vapor Solferino, estavam ali a céu aberto sob um friozinho
já havia dias esperando pelo embarque. Eram jovens, crianças e idosos; em seus
semblantes a expectativa do embarque não escondia a ansiedade para entrar no
navio. Não eram apenas italianos, misturados naquela pequena multidão estavam
alemães e poloneses também. Na escada que terminava no convés uma fila se
formava pelos primeiros viajantes; nas mãos, documentos que eram a permissão de
embarque. As bagagens iam sendo arrastadas, eram volumes que continham a
sobrevivência para a travessia do Atlântico. Quem entrava ia se acomodando no
convés em direção a terceira classe. Do alto do convés de primeira classe, os
mais abastados, embarcados antes, assistiam de camarote a balburdia que se
prolongava em idiomas diferentes. Estes, viajantes que pagavam pela viagem com
conforto e boa comida, traziam pequenas fortunas para a nova terra com intenção
de tornarem-se empresários; aqueles carregando trouxas eram os aliciados por um
programa instituído pelo governo brasileiro para a colonização com o trabalho
árduo, a mão de obra na construção civil, em fazendas ou e em outras
profissões.
Nem bem
estavam acomodados o grande vapor apitava dando sinal de sua partida, um
corre-corre pelos corredores e escadas os viajantes se dirigiam ao
convés, amontoados davam adeus para aqueles que ficavam, lenços brancos de
despedida esvoaçavam em mãos tremulas; as vistas lacrimejadas não escondiam
sentimentos...e o cais ia se distanciando...a cidade escondida por um leve
nevoeiro se apagava, e tão cedo a saudade se instalava naqueles que lentamente
se recolhiam aos beliches da terceira classe.
Das
chaminés do grande vapor apenas uma fumaça negra, e enquanto a quilha do navio
cortava as primeiras ondas de um oceano, não apenas de águas, mas também de
incertezas da grande aventura os viajantes sonhavam com a nova terra que iam
colonizar.
A maioria
dos passageiros suportava as precárias condições da viagem, no entanto, a falta
de higiene em sanitários favorecia a proliferação de doenças contagiosas além
de surtos de piolhos. Nos porões escuros e úmidos com pouca ventilação apenas
algumas pequenas janelas por onde entrava uma réstia de luz, este era o pior
lugar do navio.
Não foram raras
a mortes provocadas por doenças contagiosas, como sarampo e cólera, que quando
ocorria, o corpo era envolvido em um saco de lona juntamente com algumas pedras
de carvão mineral para fazer peso e, após uma rápida cerimônia religiosa era
lançado ao mar. Esse procedimento ocorria, pois não havia possibilidade de
manter o corpo a bordo pelo motivo de evitar contágio aos demais passageiros.
A
travessia do Atlântico no inicio eram feitos em veleiros que chegavam a levar
até sessenta dias, mas a partir do final do século 19 as viagens nos vapores
tornaram-se mais rápidas, passaram a levar de 15 a 30 dias.
No
Solferino, durante a viagem em dias ensolarados os viajantes recebiam permissão
para um banho de sol no convés, as crianças em algazarra corriam com as
brincadeiras da inocência, os adultos, sentados ou caminhando, aproveitavam
para expor seus sonhos na nova terra.
Depois da longa
e penosa viagem com a parca alimentação e cansados, as primeiras imagens de
terra eram avistadas, e novamente o corre-corre pelos corredores e escadas se
dava; eram famílias inteiras a se aglomerar no convés para apreciar, mesmo que
de longe, a terra onde iam morar.
Alguns
navios aportavam no Rio de Janeiro, outros no porto de Santos, mas o Solferino
se dirigiu para os portos do Sul. Nossa historia não há de registrar em que
porto a família Dal´Lin desembarcou e nem em que classe estava. Aqui, um salto
de anos será feito, no entanto, presume-se que a família tenha passado pelos
mesmos procedimentos de tantas outras, permanecendo em hospedarias
desconfortáveis e aguardando destino.
Não há
registros ou mesmo histórias contadas pelos mais velhos desse período, nosso
salto no tempo nos leva a cidade de Curitiba onde a família de João Emílio Dal´Lin
se instalou. A primeira informação histórica que podemos ter é que, pelos idos
dos anos de 1930, José Dal´Lin, este filho de João Emílio, possuía uma olaria
em Quatro Barras, próxima a cidade de Piraquara onde produzia telhas, e das
muitas produzidas cobriram as casas de uma infinidade de colonos. Daí em
diante, os anos se encarregaram da historia, historia que muitos conhecem, pois
José Dal`Lin e Julia Hubsch escreveram os primeiros capítulos dos tempos
modernos. No entanto a historia é bem mais antiga, é esta que vamos contar.
Agora resta a nós descendentes dar continuidade.
***
Quando a família
Dal´Lin chegou ao Brasil já havia uma gama muito grande de outros conterrâneos,
pois a colonização já tinha se expandido bem para o sul, principalmente nas
terras paulistas e gaúchas. No Paraná os emigrantes italianos reafirmaram sua
presença ao se instalarem em colônias, porém, muitas famílias permaneceram nos
centros urbanos e tornaram-se comerciantes e trabalhadores em diversas
profissões. Há registros de que os emigrantes mais abastados foram os que
instalaram as primeiras indústrias e iniciaram o setor comercial próximo as
cidades. São conhecidos nomes que fizeram historia, no entanto, os menos
abastados, oriundos dos campos agrícolas da Itália, aqueles que não foram
trabalhar em fazendas procuraram se instalar fora dos centros urbanos, em
colônias, onde passaram a produzir seus bens. Em alguns casos, para os
agricultores o governo os ajudava na aquisição de terras com certo tipo de
financiamento. Surgiam aí às classes sociais de estrangeiros, muitos
enriqueceram e outros se tornaram simples trabalhadores em diversas profissões.
E assim foi com tantos outros emigrantes vindos da Europa.
No caso
especifico da família Dal´Lin, do inicio pouco se sabe, pois, com os parcos
registros ficamos no campo das suposições. Sabe-se que famílias abastadas, as
que tinham posses, excluíam os demais membros, mesmo que fossem igualmente
tratados como emigrantes. Este fato é reconhecido desde o embarque nos navios
na Itália. Aqueles mais abastados faziam a viagem em classes privilegiadas com
conforto, já os que não tinham condições de pagar pela mordomia faziam a viajem
nas classes menos favorecidas, que em muitas das viagens aconteciam tragédias,
pois a fome, o desconforto e doenças ceifaram muitas vidas. Chegar ao Brasil
para esses não era fácil, e mais difícil ainda a adaptação na nova terra. Ao
chegarem aos portos brasileiros os viajantes desta classe geralmente ficavam de
quarentena em pensões, galpões dormitórios com refeitório, tudo fornecido pela
sociedade protetora de imigração brasileira como medida de precaução, pois na
época, a Europa sofria grande desgaste em virtude se surtos de doenças
transmissíveis.
Iniciada em
meados do século XIX, a imigração italiana teve sua maior amplitude no final
deste mesmo século, e muito provável que nesses anos tenha chegado ao Brasil a
família Dal´Lin.
Mesmo com uma
data imprecisa podemos ter uma ideia não fantasiosa, pois relatos feitos pelos
antigos descendentes e relembrados em conversas com os mais velhos levam-nos a
crer que o primeiro a chegar por aqui foi João Emilio Dal`Lin casado com
Elizabete Brandestini, uma família composta de vários filhos e filhas.
Embarcados no
vapor Solferino, depois de uma difícil viagem desembarcaram no sul do Brasil,
no entanto, por falta de informações precisas não podemos afirmar em que porto
ocorreu, podemos apenas supor que tenha sido em Paranaguá no Paraná ou em Sta.
Catarina.
Alguns registros
indicam que a família partiu do porto de Gênova na Itália, mas não se sabe de
concreto sobre quantos membros da família embarcaram e a data precisa da
chegada ao Brasil, talvez em 1891 ou próximo a isto.
Quando se pensa
na imigração, o grande fenômeno de deslocamento ocorrido nos séculos XIX e XX
observa-se um correspondente deslocamento de almas, além daqueles
correspondentes a pessoas, famílias e seus pertences. Vem com eles também a
força de trabalho, visões de mundo, conceitos, ideologias, atitudes, crenças e
fé religiosas, sonhos, mitos, fábulas, contos folclóricos, ideias, valores,
amores, ódios, saudade e amargos ressentimentos também imigram, estes, sem
malas nem baús.
Um dos
filhos de João Emílio e Elizabet Brandestini, José Dal`Lin, de origem italiana
e Julia Hubch de descendência alemã tiveram filhos e filhas e se concentraram
na cidade de Curitiba no Estado do Paraná. Com o crescimento da família e tendo
como componentes descendentes de muitas outras, hoje o nome Dal´Lin se espalhou
por todo o Brasil, são galhos, folhas e ramos da mesma raiz de uma árvore genealógica.
Os Dal`Lin (origem)
Quanto a
João Dal´Lin e Elizabeth Brandestini Hubch, pouco ou quase nada se sabe de suas
atividades em terras brasileiras. Há indícios de que muitos da família Hubsch
tenham se dirigido para as serras de Santa Catarina, outros para o planalto
curitibano. Ainda existem muitos descendentes no Paraná, tanto dos Dal´Lin
quanto dos Hubsch e Brandestine, no entanto, por falta de informação não
podemos citá-lo no momento, resta-nos crer nas historias contadas pelos antigos
tios e avós.
Em
Veneza vivia João Emílio Dal´Lin – casado com Elizabeta
Brandistini que tiveram os filhos -- Ida Dal'Lin, Luiz
Dal´Lin, Amadeu Emílio Dal´Lin, Marieta Dal´Lin, José Dal´Lin que nasceu em
29 de Fevereiro de 1880. José Dal´Lin se casou com Julia Minaife que
nasceu em 10 de Dezembro de 1880. Tiveram os filhos - Antonia, Josefina,
Gabriela, João, Pedro, Luiz, Julio e Paulo - Isso já no Brasil.
A historia de uma Santa.
A cidade de Veneza
estava praticamente ao nível do mar, com a maré cheia os canais transbordavam e
as águas entravam pelas ruelas existentes, alcançando até mesmo os
interiores das catedrais quando em épocas de enchentes ou marés mais
altas. Uma dessas enchentes praticamente arrasou algumas capelas a beira mar. O
cenário de imagens boiando nas águas parecia um cenário de destruição e nada
restava de muitas
capelas.
Nas andanças
pelo lamaçal e grandes poças de água, uma imagem em madeira de Nossa Senhora
foi encontrada por João Emílio Dal´Lin. Mesmo com parcos recursos, devido à
época, suas economias não eram muitas, apenas algum dinheiro e joias de pouco
valor, mas era tudo que tinha.
Para guardar
as economias usou de uma artimanha religiosa, fez um buraco na parte inferior
da imagem e escondeu sua pequena fortuna. O respeito que havia em imagens
sacras fez com que não fosse tocada por ninguém, e desta forma a fortuna estava
guardada. Aí está retratada a historia da santa do pau oco.
Atualmente a
imagem tem destino incerto, quem sabe nas mãos de um dos descendentes.
Esta historia
que os antigos tios e tias contavam é de que, quando a catedral de Curitiba foi
inaugurada não havia uma imagem no altar. A tal imagem achada nas águas da
enchente em Veneza por João Dal´Lin é que foi apresentada aos fiéis,
logicamente com a denominação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Dias depois
uma imagem encomendada e definitiva foi colocada no altar. A original foi
devolvida à família após a missa de inauguração e ficou em posse de João
Dal´Lin que deixou como herança para seu filho José Dal`Lin.
***
Entre outros filhos e
filhas de João Emílio Dal`Lin e Elizabeta Brandestini é que vieram a
amalgamar outras famílias, e deste ramo na árvore genealógica é que nasceram os
descendentes dos.....Wendet, Saporsk, Artmann e muitos outros, até mesmo alguns
desconhecidos. Provavelmente no circulo familiar das famílias Hubsch, Minaife,
Artmann vieram para o Brasil naquela época e se instalaram nos Estados do Sul,
mais especificamente em Sta. Catarina e Rio Grande do Sul.
***
Julia Hubsch
(nasceu em 10 de Dezembro de 1880), filha de Venceslaw Hubsch e Antonia
Minaife.
Antonia Minaife, filha de Joanes
Minaife e Josefa Minaife. Antonia teve uma irmã, Teresa Minaife. Venseslaw
Hubsch casou com Antonia Minaife no ano de 1875 na Áustria e
tiveram 7 filhos: Julia Minaif Hubsch, Eugenia e mais 5 filhos dos quais não
temos os nomes.
De
João Emílio Dal`Lin e Elizabete Brandestini Nasceu José Dal´Lin em
1880 e faleceu em1962
José Dal`Lin e Julia (Minaife)
Hubch Dal`Lin tiveram os filhos Luiz Dal´Lin, João Hubch Dal`Lin, Pedro
Dal`Lin Julio Dal´Lin, Gabriela Dal´Lin, Antonia Dal´Lin, Josefina Dal´Lin,
Paulo Dal´Lin.
José Dal´Lin em um
segundo casamento com Matilde (?) tiveram um filho de nome José
Carlos Dal´Lin.
Gabriela Dal`Lin casou
Humberto Bevervanço Sobrinho e tiveram os filhos Julia Bevervanço,
Maretina Bevervanço que após casar tornou-se (Bevervanço Cogut), Humberto
Bevervanço, Carmelo Bevervanço, Paulo Bevervanço, Luiz Bevervanço , José
Bevervanço e outros.
Luiz Dal´Lin casou com Maria
da Conceição Sampaio e tiveram os filhos Paulo Cesar Dal´Lin e JorgeLuiz
Dal`Lin.
João Hubch Dal´Lin e Dinorah
Agner Mendes tiveram os filhos - Jacob Paulo Dal´Lin – Regina
Vitória Dal´Lin e outros que não sobreviveram.
Pedro Dal´Lin e Nair (?) não
tiveram filhos.
Julio Dal´Lin e Olinda Leonel
tiveram os Filhos - Antonio Julio Leonel Dal´Lin – Paulo Leonel
Dal´Lin – Regina Leonel Dal´Lin - Maria Cristina Leonel Dal´Lin, Ana Julia
Leonel Dal´Lin. De um segundo casamento tive mais quatro filhos - Juliana
Dal`Lin - Joanita Dal´Lin - Cristiane Dal´Lin e Julio Dal´Lin Junior.
Antonia Hubsch Dal´Lin e ( ?
Beguetto) tiveram um filho, Luiz Nivaldo Beguetto.
Josefina Hubsch Dal´Lin e
Argemiro Kluger não tiveram filhos.
Sobre o brasão de família.
Foi a
partir do final do século XIII, no reinado de Carlos IV (1346 – 1378) que os
imperadores passaram a outorgar brasões sem enobrecer os beneficiários. No
século XV confiaram o Brasão ao conde Paletino. A partir de então, passou a
conceder os brasões às famílias burguesas.
Por volta
do ano de 1453, os brasões com heráldica passaram a estabelecer uma comunicação
que, tanto podia ser uma referência de nobreza quanto para marcar uma
residência, uma propriedade rural ou um estabelecimento comercial, assim como
nossos logotipos nos dias de hoje. Isso porque na idade média a maioria da
população não sabia ler; então, os comerciantes
marcavam com gravuras os seus armazéns, tavernas, estalagens e outras
atividades com a finalidade de torná-los facilmente identificáveis para os clientes
sem instrução. Os brasões não eram só utilizados nas atividades comerciais, mas
também nas portas das casas para identificar seu proprietário ou a família que
ali morava, e com ela também marcavam seus bens e até as lápides dos falecidos
da família.
O os
brasões com heráldicas eram utilizados para estabelecer uma comunicação, que
podia ser uma referência de nobreza ou mesmo para marcar uma casa ou
estabelecimento comercial, como nossos logotipos dos dias de hoje; e com ela também marcavam seus bens e até as
lápides dos falecidos da família.
O
costume surgiu primeiramente nas aldeias em áreas rurais pela necessidade de
identificar uma propriedade para definir seu proprietário e demarcações de um
lugar, pois naquela época não existiam registros de imóveis, nomes de ruas e
tão pouco números. Isso era importante para atribuir determinados direitos e
deveres legais, como impostos e facilitar a localização das pessoas.
Estas gravuras, ou seja, identificadores de famílias ou seus negócios se
mantiveram até os dias de hoje. Algumas famílias ainda conservam, mesmo não
sabendo das origens, a marca de gerações bem anteriores, e muitos sobrenomes
foram adotados de acordo com tais símbolos.
Estes símbolos eram desenhados de
conformidade e sempre relacionados às atividades da família, que podiam ser de
animais ou algo referente ao alimento que produziam ou mesmo uma ferramenta
referente ao ofício das pessoas que moravam na casa, e também identificavam, de
certa forma a religiosidade da família.
Mais tarde, com a evolução, tais símbolos
evoluíram e passaram a ter um papel importante nas guerras
para identificar os soldados numa batalha, que neste caso, identificava o burgo
ou o nobre para o qual estava lutando. Portanto, não existe nenhuma pretensão
de se mostrar "integrante da nobreza" ou de “sangue azul”, isso porque, nem todos
os brasões têm origem na realeza.
Na idade média o brasão era ao mesmo tempo
a bandeira, a insígnia da família, e como tal, honrada e transmitida através
das gerações. Com o fim da idade média, os brasões deixaram de ser somente um
elemento de identificação e foram adaptados como insígnias pelos nobres e
cavaleiros, não só nos escudos, mas em anéis para selar documentos e bordados
em peças de roupas.
Provavelmente o brasão da família Dal´Lin
tenha sido usado pelos nossos ancestrais, esses desconhecidos da nossa historia
que deixaram sua marca para nos lembrar das nossas origens.
Os
Hubsch e os Minaife (Origens)
Hubsch e Minaife, apesar de serem nomes de
origem alemã, no contexto da nossa historia, nossos antepassados, ditos pelos
mais velhos tiveram origem de nascimento na Áustria, isso porque a Austria pertencia ao império Austroungaro.
Em toda “historia de família” podem existir algumas dúvidas,
no entanto e nem por isso, não podemos supor que em algumas linhas possamos
descrever de forma, até poética, a vivência de nossos antepassados.
Uma das versões relativa aos Hubsch e
Minaife é essa:
Nos salões imperiais de algum
palácio na Áustria.
Nos salões imperiais austríacos
decorados com ricos adereços e chãos espelhados, ao som de valsas a corte
bailava sob a batuta do maestro Venceslaw Hubsch. Ao mesmo tempo em que
riscava as notas musicais no espaço o maestro olhava para sua amada sentada em
uma cadeira macia e decorada em douradas pinturas. Mesmo ao som de delicadas notas
musicais, sua esposa Antônia não se sentia muito a vontade, pois
mais uma de sua gravidez estava para terminar. Transcorriam os últimos dias do
ano de 1890.
Casados, Venceslaw Hubsch e Antônia
Minaife conviviam na corte desde muito tempo, pois, a capacidade e o
talento musical fizeram de Venceslaw o maestro oficial da corte, e com isso
obteve influência e sucesso. Sobre Antônia Minaife, alguns antigos contavam que
era uma ama na corte, outros porém, relatavam que era uma baronesa, mas tudo
fica no universo de historias contadas e não em relatos oficiais e
documentados.
Os conflitos que
envolviam interesses do império austro-húngaro naqueles anos de 1800, fizeram
com que grande número de famílias se distanciasse de suas terras de origem e de
suas posições de conforto, muitas delas foram para a Itália e outros países da
Europa, e é nesse contexto que a historia do casal Hubsch/Minaife têm a
realidade.
Venceslaw Hubch e Antonia Minaife,
com três filhas ainda crianças, Antonia, Eugenia e Julia, debandaram
para as terras Italianas. A dificuldade maior foi a de se instalarem.
Conhecido maestro que era foi aceito pelo clero em
Veneza mesmo sendo protestante, depois, convertido ao catolicismo foi um alívio para
a família com as jovens mocinhas. Contavam os mais antigos que no total de sete
filhas, algumas delas seguiram os passos do pai e tornaram-se eximias
violonistas.
Venesa com suas paredes levantadas sobre os pântanos
não oferecia muito conforto, restava apenas os interiores dos prédios de uma
abastada classe social pertencente ao catolicismo onde os Doges determinavam as
leis.
Algumas
informações passadas pelos mais antigos da família relatam que Antonia
Minaife não era condessa, e sim ama de uma das condessas do palácio.
Seus pais Josefa Minaife e Joanes Minaife tiveram
também Sidonia e mais um filho. Há registros de que Antonia
Minaife teve uma irmã de nome Tereza Minaife.
Nesta fotografia está - a
esquerda - A avó (matriarca de uma das ramificações da família Dal´Lin) - Julia Hubsch e as outras, provavelmente suas irmãs - a mais idosa deve ter sido a
bisavó da qual não tenho maiores informações. (data desconhecida assim como o
local, podendo ter sido no Brasil.
Única descrição que podemos ter:
Venceslaw Hubsch e Antonia
Minaife tiveram as filhas Julia Hubsch que nasceu em 1880
e faleceu em 1954 - Clara Hubsch que nasceu em 1884 - Eugênia
Hubsch - Leopoldina Hubsch, Gabriella Hubsch
que nasceu em 1886 e Antonia Hubsch.
E o tempo passa, e com ele as famílias vão
se entrelaçando, ramificando, dando formas a uma grande árvore genealógica, mas
as raízes permanecem. Do tronco os galhos vão se distanciando, os descendentes
dão origens a novas famílias e com elas gerações vão passando os graus de
parentesco até se dissolverem e não mais se reconhecerem.
Cada ramo familiar possui suas origens, assim temos: tataravós paternos e maternos, bisavós maternos e paternos, avós paternos e
maternos e assim por diante. Cada ramo descende de outra árvore genealógica e,
se fizermos uma viagem no tempo encontraremos em um espaço mito distante que
alguns de nós podemos ter ligação com antepassados que fizeram parte da
história, alguns registrados e outros apenas contados, alguns heróis...outros
vilões.
E assim os descendentes vão se distanciando
e formando novas famílias, tornam-se desconhecidos apenas com nomes de
parentesco espalhados pelo mundo. Nossos ancestrais vindos de outros países nos
proporcionaram oportunidades de estarmos, de alguma forma, ligados a culturas e
raças diferentes. E nos tornaremos os ancestrais dos nossos descendentes do
futuro, e para que não sejamos esquecidos, deixamos nossos registros, nossas
marcas e nossos escritos, deixamos nossas historias como pegadas a serem
seguidas pelas futuras gerações.
A historia de uma Santa. (Causo
contado pelos mais antigos)
A cidade de Veneza estava praticamente ao nível do mar, com a maré cheia
os canais transbordavam e as águas entravam pelas ruelas existentes, alcançando
até mesmo os interiores das catedrais quando em épocas de enchentes ou
marés mais altas. Uma dessas enchentes praticamente arrasou algumas capelas a
beira mar. O cenário de imagens boiando nas águas parecia um cenário de
destruição e nada restava de muitas capelas.
Nas andanças pelo lamaçal e grandes poças de água, uma imagem em
madeira de Nossa Senhora foi encontrada por João Emílio Dal´Lin. Mesmo com
parcos recursos, devido à época, suas economias não eram muitas, apenas algum
dinheiro e joias de pouco valor, mas era tudo que tinha. Para guardar as economias usou de uma artimanha religiosa, fez um
buraco na parte inferior da imagem e escondeu sua pequena fortuna. O respeito
que havia em imagens sacras fez com que não fosse tocada por ninguém, e desta
forma a fortuna estava guardada. Aí está retratada a historia da santa do pau
oco. A história que os antigos tios e tias contavam é de que, quando a
catedral de Curitiba foi inaugurada não havia uma imagem no altar. A tal imagem
achada nas águas da enchente em Veneza por João Dal´Lin é que foi apresentada
aos fiéis, logicamente com a denominação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.
Dias depois uma imagem encomendada e definitiva foi colocada no altar. A
original foi devolvida à família após a missa de inauguração e ficou em posse
de João Dal´Lin que deixou como herança para seu filho José Dal`Lin. Não se
sabe onde foi parar a imagem
Descrição da árvore genealógica. Famílias. Hubsch. Guilherme Hubsch (nascido em
Áustria) e Ana Hubsch (nascida em Áustria na cidade de Belz a 16 de maio de
1876) nascida ?... Wenceslaw Hubsch (1879 a 1932) – Antônia Minaife – filhas:
Antônia Hubsch, Eugênia Hubsch, Julia hubsch e outras. Minaife.Johanes
Minaife e Josefa Minaife – filhos: Antônia Minaife - Tereza Minaife. Dal`Lin. João Emilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini –
Filhos: Ida Dal´Lin, Luiz Dal´ Lin, Amadeu Emílio Dal`Lin, Marieta Dal`Lin,
José Dal`Lin.
José
Dal`Lin casou com Julia Minaife – Filhos: Antônia, Josefina, Gabriela, João,
Pedro, Paulo, Júlio, Luiz. – João
Hubsch casou com Dinorah Agner Mendes – filhos: Jacob Paulo Dal`Lin e Regina
Vitória Dal`Lin. Jacob Paulo Dal`Lin casou com Maria de Lurdes Vieira Alves –
Filho: Fernando Paulo Dal`Lin. Jacob Paulo Dal´Lin casou com Luiza Paulo de
Oliveira – segundo casamento – naõ tiveram filhos. Fernando Paulo Dal`Lin casou
com Simone - filho: Igor Dal`Lin. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone -
segundo casamento: Filha: Gabriela Dal`Lin. Famílias. Hubsch. Guilherme Hubsch (nascido em
Áustria) e Ana Hubsch (nascida em Áustria na cidade de Belz a 16 de maio de
1876) nascida ?...Wenceslaw Hubsch (1879 a 1932) – Antônia
Minaife – filhas: Antônia Hubsch, Eugênia Hubsch, Julia hubsch e outras. Minaife. Johanes Minaife e Josefa
Minaife – filhos: Antônia Minaife - Tereza Minaife. Dal`Lin. João
Emilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini – Filhos: Ida Dal´Lin, Luiz Dal´ Lin,
Amadeu Emílio Dal`Lin, Marieta Dal`Lin, José Dal`Lin. José
Dal`Lin casou com Julia Minaife – Filhos: Antônia, Josefina, Gabriela, João,
Pedro, Paulo, Júlio, Luiz. João
Hubsch casou com Dinorah Agner Mendes – filhos: Jacob Paulo Dal`Lin e Regina
Vitória Dal`Lin. Jacob Paulo Dal`Lin casou com Maria de Lurdes Vieira Alves –
Filho: Fernando Paulo Dal`Lin. Jacob Paulo Dal´Lin casou com Luiza Paulo de
Oliveira – segundo casamento – naõ tiveram filhos. Fernando Paulo Dal`Lin casou
com Simone - filho: Igor Dal`Lin. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone -
segundo casamento: Filha: Gabriela Dal`Lin.
Os Saporski.
Uma das
famílias mais tradicionais do Paraná é a família Saporski que, iniciada com a
vinda de Sebastian Edmundo Wós Saporski (1844-1933) ao Brasil.
Considerado como o pai da colonização polonesa teve sua vida dedicada aos seus
conterrâneos.
Nascido em
19 de janeiro de 1844 sob o nome de Sebastian Wóss em Stary Siołkowice na
região polonesa de Opole (Silésia), região ocupada da Prússia, era filho de Jadwiga
Kamp e Szymon Wós, um rico fazendeiro. Suas origens
são desconhecidas, no entanto, é muito provável que sua mãe tenha sido de
origem úngara e seu pai com origem alemã.
Em 1844 Stare Siołkowice era uma pequena
vila no distrito administrativo de Gmina Popielów, no condado de Opole, Opole
Voivodeship, no sudoeste da Polônia. Ali, em uma família rica, nasceu Sebastian
Wós, em 19 de janeiro de 1844 daquele ano. À época, o feudalismo predominava, e
a terra, de tão valiosa, era chamada de "ouro" pelos mais
pobres.
Depois de
ter completado os estudos, por razões de nacionalismo, decidiu desertar após
sua convocação para lutar a favor do exército prussiano, refugiou-se em Londres
antes de emigrar para a América do Sul. Sebastian, então, embarcou em Londres,
na Inglaterra, no veleiro "Emma", com destino à América do Sul. Desembarcou inicialmente em La
Plata, Argentina e depois permaneceu cerca de um ano em Montevideo.
Em 1867 e
passou a assinar seu nome como Sebastião Edmundo Wóss Saporski onde fez contato
com alguns poloneses e um casal idoso de alemães de Brunswick, conhecidos do Dr
Herman Blmenau cuja obra impressionou o jovem Saporski. Em 1868, o casal
convenceu-o a acompanha-los à colônia Blumenau na então Província de Santa
Catarina, centro da colonização alemã, onde Saporski fixou residência e
trabalhou como professor. Lá teve a oportunidade de encontrar-se com o padre
Antônio Zielinski, natural da cidade de Lwów, que já vivia em Santa Catarina
desde 1867. Em 1869, Saporski visitou a região de Palmeira na província Paraná
e, inspirado pelo exemplo da imigração alemã em Blumenau, fundou uma empresa
colonizadora. Com a ajuda do padre Zielinski, que era bem relacionado na corte
brasileira, Saporski solicitou a D. Pedro II, em 10 de abril de 1869, uma
concessão de terras no Estado do Paraná, com as mesmas vantagens dadas aos
alemães que estavam em Santa Catarina para serem colonizadas por poloneses,
solicitação esta que foi atendida no dia 11 de maio do mesmo ano. Ainda em
1869, guiou a chegada ao Brasil de 16 famílias de poloneses vindos da Silésia
Austriaca, que desembarcaram em Itajaí - Santa Catarina, e foram encaminhadas
para a região de Brusque. Em 1870, recrutou um segundo grupo de silesianos na
Polônia. Naquele mesmo ano completou o curso de metrologia e, 1874 graduou-se
em geometria. Ainda em 1871, conseguiu o
reassentamento desses dois primeiros grupos para as áreas maiores com terras
produtivas e com pouco índice de povoamento na província do Paraná. Foram 32
famílias polonesas que se estabeleceram na colônia Pilarzinho, nos arredores de
Curitiba. Tonando-se desde então o pioneiro da colonização polonesa no Paraná.
Dois anos após, em 1873, Saporski ajudou mais 64 famílias - 258 pessoas que
desembarcaram em Santa Catarina a se estabelecerem na colônia Abranches, a 6 Km
de Curitiba. Sua historia e aventuras estão registradas em “Memórias”, de
Sebastião Wós Saporski, publicação feita no VI volume dos anais da comunidade
brasileira polonesa.
Sebastian
foi o segundo dos nove filhos de Szymon Wós e Jadwiga Kamp. Na vila, ele
frequentou a escola primária. Depois, em Opole, começou o ensino médio - que
precisou ser interrompido por conta de uma enfermidade no pulmão. Quando se
preparava, porém, para dar continuidade aos estudos na universidade de Wrocław,
foi recrutado para servir o exército prussiano. Para fugir do serviço militar e
do sonho dos pais em vê-lo padre, Sebastian decidiu ir embora do país. À época,
a Polônia e o os poloneses sofriam as consequências das partilhas do
território, dividido entre Prússia, Rússia e Áustria.
Para fugir
do serviço militar e do sonho dos pais em vê-lo padre, e Edmundo decidiu ir
embora do país. Naquela época a Polônia e os poloneses sofriam as consequências
das partilhas do território, dividido entre Prússia, Rússia e Áustria. A região
de Slask estava sob o domínio da Prússia e o jovem Sebastian e alguns outros,
deixaram a região. Fugiram porque não queriam servir ao exército da Prússia.
Sebastian então foi para Londres onde embarcou em Londres no veleiro Emma, com
destino à América do Sul. Nas historias a seu respeito, contam que ele
"pegou" documentos de alguém que morreu no navio, e precisava mudar
de nome, Talvez, neste ato, acrescentou Saporski ao seu nome.
A chegada e as conquistas no Paraná
Com nova
identidade e adotando o nome de Sebastian Edmundo Wós Saporski chegava a
Curitiba em 1870, e veio para ficar, Na capital, logo no ano seguinte, ele
ajudou a instalar, nos bairros Pilarzinho e Mercês, 32 famílias polonesas que
vieram de Santa Catarina. Foi nesta época que a Colônia do Pilarzinho surgiu.
Três anos
depois, outras 64 famílias de imigrantes poloneses chegaram ao Brasil e dessa
vez, foram cedidos terrenos no bairro do Ahú, próximo a Curitiba. A nova
colônia recebeu o nome de Abranches.
O então
Sr. Saporski, através do Governo do Paraná, podia distribuir aos poloneses as
terras devolutas, e fez isso com todas as colônias: Abranches, Pilarzinho e
outras, tanto que a planta se chama Dom Pedro II, com quem ele tinha contato.
Nos
primeiros anos no Brasil Saporski foi professor de matemática, geometria e
Alemão, e em 1874 prestou exames no Ministério da Agricultura no Rio de Janeiro
e recebeu o título de engenheiro agrimensor.
A partir
de então, preparou o lar paranaense para centenas de colonos poloneses.
Trabalhou
na construção de ferrovias, com destaque para a Estrada de Ferro
Curitiba-Paranaguá, na qual foi responsável pelos 20 quilômetros mais difíceis
de executar.
Durante a
construção da ferrovia, conheceu a esposa Maria, no litoral do Paraná, filha de
índios Carijós. Conta a história que durante a construção da ferrovia, Saporski
foi picado por uma cobra e Maria ajudou na cura dele. Ele mesmo dizia que era
um casamento de gratidão, de compaixão. No entanto, outras fontes afirmam que a
esposa se chamava Maria de Oliveira, portuguesa de origem açoriana, era culta,
sabia ler e escrever e
auxiliava nos cálculos de medições dos trabalhos que fazia como agrimensor.
Tiveram seis filhos.
Saporski
também ajudou a fundar a Sociedade Polonesa Tadeusz Kościuszko e a Sociedade
Editora Gazeta Polska w Brazylii - o primeiro jornal em língua polonesa no
território brasileiro, com tiragem de 500 exemplares.
Em 1912,
o polonês foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Paranaense
(PRP), foi o primeiro deputado de origem polonesa no parlamento do Paraná.
Saporski
faleceu em 6 de dezembro de 1933.
Homenagens e gratidão
No Brasil
e na Polônia, o sentimento diante do legado de Saporski é o mesmo: gratidão.
Em 1920,
ainda vivo, ele recebeu o título de “Pai da Imigração Polonesa no Brasil” do
primeiro cônsul polonês em Curitiba, Kazimierz Głuchowski. Já em 1924, no
Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba, ele ganhou a Cruz da
“Polônia Restituta” - um reconhecimento por grandes realizações em prol do
país. Em 1953, foi inaugurado um obelisco em pedra na Praça Irmã Tereza, em
frente à Igreja de Sant’Ana, no Abranches. Em 1971, o obelisco recebeu um busto
em bronze em sua homenagem, de autoria do escultor Adolph David.
Em 2012,
no 78º aniversário do falecimento de Saporski, o túmulo dele no Cemitério
Municipal de Curitiba foi restaurado pela família com apoio do Consulado Geral
da República da Polônia e, na capital e na cidade, há ainda uma escola em homenagem
a ele, o Colégio Estadual Sebastião Wós Saporski, no bairro Taboã.
O veleiro
Emma que Sebastião Wós Saporski embarcou para o Brasil atracou primeiro no
porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, mas Saporski não desceu, decidiu
continuar rumo à Argentina e depois para o Uruguai.
Em
Montevidéu, ficou em torno de um ano. Foi onde conheceu um casal alemão que o
convenceu a voltar para o Brasil, mais especificamente para Santa Catarina.
Lá, em
Gaspar, conheceu o Padre Antônio Zielinski - que virou um grande aliado no
processo de imigração dos poloneses. Juntos, os dois conseguiram uma concessão
junto à corte brasileira para colonizar terrenos na região do Paraná.
À época,
o Império queria povoar o vazio no interior do país e substituir, na lavoura, a
mão-de-obra que se tornava cada vez mais rara com a abolição dos escravos.
Agner e Mendes.
Foi no
ano de 1832 que Johann Frank Agner, sua esposa Catherine Borbon chegaram ao
Brasil trazendo com eles o filho Luiz Manoel Agner com seis anos de idade,
vindos de Wurttemberg na Alemanha.Luiz
Manoel Agner nasceu, por volta de 1826 em Baden Wurttemberg, Luiz
Manoel Agner casou com Maria dos Anjos Cordeiro em 24 de agosto de 1851 na
cidade de Morretes – Pr. Foram pais de onze filhos e filhas. Luiz Manoel Agner faleceu
na cidade de Curitiba em 10 de janeiro de 1898 com 72 anos. Entre
filhos e filhas está Carolina Agner que
casou com Manoel de Oliveira Mendes (Fazendeiro)
falecido
a 2 de Agosto de 1890. - pais de
– (filho 1) Lucia de Oliveira Mendes que casou com seu primo João Gonçalves
Cordeiro – (filho 2) Targina Agner Mendes casou com João Manoel de Sá Ribas
Sobrinho. (filho 3) Vespasiano Agner Mendes (solteiro). (filho 4) Jovino Mendes
casou com Maria Salomão, pais de Neri Mendes. (filho 5) Maria Luiza Mendes
casou com Edgar Witheres. (Filho 6) Ovídio
Agner Mendes foi comerciante casou com Victória Bobato. (filho 7) Mercedes
Agner Mendes casou com Paulino Inácio de Moraes (oficial do Exército). (Filho
8) Antônio Agner foi comerciante, casou com Gilda de Souza. (filho 9) Placidia
Agner Mendes casou com Ciro Silva (advogado e escritor).
História e biografia.
Luiz
Manoel Agner era Naturalizado brasileiro, com seus pais fixou residência em uma
colônia alemã nas imediações da pacata cidade de Curitiba em meados do século
XIX. Em
1860 participa das eleições como "Candidato dos Alemães" e alcança a
suplência de Vereança e, em 1865 é eleito vereador de Curitiba pelos
"Liberais". Foi alferes do exército impérial do Brasil e recebeu
várias promoções chegando ao cargo de major e participou da Guerra do Paraguai.
Conta-se que durante a Guerra do Paraguai o Major Luiz Manuel mostrou seu
talento para fazer pães, possivelmente reproduzindo receitas de sua família de
origem germânica. A fama de seus pães teria chegado ao Imperador D. Pedro II,
por quem teria sido convidado para apresentar seus dotes culinários na Corte,
por isso era chamado de Maneco padeiro. Em 1868 é iniciado na maçonaria na Loja
"Perseverança", e Em 1871 participa da criação da Loja Maçônica "Modéstia" em
Morretes – Pr. Em 1871 é eleito suplente de Juiz Municipal em Curitiba, o cargo
seria equivalente ao de Prefeito. Em 1878 foi nomeado Delegado de
Policia do termo da Capital.Como
empreendedor, em 28 de outubro 1872 inaugura em Curitiba um engenho de socar
erva mate a vapor e recebeu a “medalha do progresso” na quarta exposição, sendo
que, a 4ª. Exposição Nacional, por sua vez,
foi precedida de outra, de caráter provincial, inaugurada em 25 de abril de
1875. Atuou no campo da política e chegou a ser deputado provincial. Muitos
outros fatos estão em sua biografia, no entanto, cito aqui apenas alguns. Biografia completa de Manoel Agner está neste na wikipedia.