quarta-feira, 10 de junho de 2020



                                                                          
                     

Genealogia familiar.

Quando nos propomos a fazer a árvore genealógica da família precisamos de informações que nos levem a encontrar as mais fidedignas das verdades, no entanto, nem sempre isso é possível. Dentre todas as informações que adquirimos sempre haverá algumas contradições sobre o grau de parentesco e coligações entre famílias; isso, pois, somos todos descendentes de quatro ramos, dos quais, alguns deles até mesmo esquecidos. Mesmo assim, somos todos aparentados e ligados consanguíneos com as gerações mais recentes e, apesar de não darmos muita importância, trazemos nas aparências fisionômicas e corporais traços dos mais antigos. Não somente traços fisionômicos e corporais, mas também herdamos as tendências profissionais nos vários ramos da sociedade.

É muito comum encontrarmos sobrenomes adulterados por registros mal feitos, por questões de adaptação para outros idiomas ou por erros ortográficos. Sobrenomes comuns e mais usuais na sociedade advindas de batismos no século XVIII e XIX, por uma influência portuguesa e espanhola, dificultam as buscas para afirmar quais são as origens e descendências. A partir de meados do século XIX com a vinda principalmente de italianos, alemães e poloneses, entre outros, é que vamos encontrar sobrenomes mais incomuns para a língua portuguesa. Daí então, alguns registros passaram a ser transcritos de forma aportuguesada, eliminando caracteres e sinais gráficos em nomes e sobrenomes; caso do sobrenome Hubsch que continha na letra “u” a trema, algo  que nos dias de hoje com toda modernidade nem os teclados do computador mantiveram...a propósito, o sobrenome Hubsch, de origem alemã, também tem registro como Hubch, sem o “s”...aí fica-se sem saber se tanto um quanto outro pertenceram a mesma família. O mesmo ocorre com o sobrenome Dal`Lin, de origem italiana, que contém o apóstrofe entre o Dal e o Lin. Tenho observado que existem muitos Dal´Lin, no entanto, este sobrenome é escrito de várias formas; alguns possuem o apóstrofe, outros escrevem sem o sinal gráfico e com os dois “eles” juntos, e outros ainda com os “eles” separados mas sem o sinal gráfico.

Tais “erros” dificultam em muito as pesquisas sobre nomes e sobrenomes, e nem sempre podemos dar continuidade por não ser encontrado um fio da meada. Portanto, mesmo que possamos fazer uma árvore genealógica, temos dificuldades para incluir nossos ancestrais além daqueles mais recentes.

“Ainda sobre o sobrenome Hubsch, por curiosidade, entre tantos encontrei Heinrich Hubsch

 Que nasceu na cidade de Weinheim em 9 de fevereiro de 1795 e faleceu em Karlsruhe em 3 de abril de 1863, tendo sido sepultado em Alter Friedhof Karlsruhm. Teve sua vida dedicada após ter se formado na universidade de Heidelbeg, em defesa das construções em estilo em arco. Além dos muitos projetos arquitetônicos, entre eles um teatro com armadura de telhado de ferro, enveredou em publicações sobre o tema arquitetura grega, foi pesquisador das artes e professor de arquitetura no instituto Stãdel em Frankfurt. Mais “tarde, em 1827 sucedeu seu mestre Friedrich Weibrenner como mestre de obras e arquiteto do Grão-Ducado de Baden”.

O sobrenome, mesmo que tenha passado séculos, é a marca, o registro de família perpetuado e, em qualquer circunstância, aqueles nascidos com o sobrenome têm por si só algum grau de parentesco, mesmo que tal grau seja desconhecido. No entanto, com a evolução de registros casamentais, formação de novas famílias, outros sobrenomes são trocados para dar lugar ou mesmo sustentação a novos ramos familiares; casos de primos nascidos de novos matrimônios que formam ramos prolongados de uma árvore genealógica, tendo a denominação de “primos em graus” definida pela aproximação ou distanciamento dos fatores consanguíneos.

(Os primeiros registros oficiais com o sobrenome Hubsch são dos anos de 1600)

Assim, como nossos antepassados buscavam garantir e perpetuar sobrenomes, cá estamos nós em busca de quem foram eles, saber de suas origens, de suas vivências e sobrevivências, resgatar e contar suas historias para ampliar a visão e o conceito de família.

Nossas raízes familiares derivam de quatro ramos dos sobrenomes daqueles ancestrais mais próximos, ou seja: Bisavós ou avós paternos e maternos que deram sequência aos nossos pais e mães, sempre com predominância do sobrenome dos pais; não que o sobrenome da mãe tenha sido trocado ou descartado, ou mesmo abdicado, mas, por razões de ligações entre famílias ficou convencionado em algumas culturas que o sobrenome paterno predominasse. No entanto, alguns sobrenomes do pai e da mãe se uniram, conservando desta forma, tanto a uma e outra família proporcionando um sobrenome duplo.

É uma tarefa complicada classificar os nomes de família por causa das mudanças de ortografia e pronúncia, com o passar dos anos muitas palavras antigas tinham significados diferentes e atualmente estão obsoletas. Muitos nomes de família dependeram da competência e discrição de quem os escreveu no registro. O mesmo sobrenome pode muitas vezes estar escrito de diferentes maneiras até mesmo em um documento só.

Os estudos sobre a genealogia dos nomes nos levam a crer que não necessariamente reflete a "ancestralidade cultural ou genômica", pois há perdas de linhagem matrilinear, adoções e mudanças de nome no casamento, entre outros eventos que podem fazer reduzir a precisão de tais indicadores".

Mesmo de forma a entender os propósitos em construir uma árvore genealógica, temos que tomar como ponto de partida nossos ancestrais de três ou quatro gerações anteriores aos nossos avós paternos e maternos e desenhar as várias ramificações de descendentes, pois é nas ramificações que serão esclarecidas o grau de parentesco entre os indivíduos.        

                                                                                                                                     

A minha pesquisa se dá pelos fatos existentes sobre datas, registros, nomes e sobrenomes que, supostamente tidos como corretos, revelam falhas e promovem dúvidas. No entanto, como muitas informações foram sepultadas com nossos ancestrais, podemos recorrer até mesmo em suposições, como por exemplo, a figura de Heinrich Hubsch que, por ter o mesmo sobrenome de Venceslaw Hubsch, tenham tido algum grau de parentesco, apesar de não terem convivido, pois, enquanto Heinrich viveu entre os anos de 1795 e 1863, Venceslaw viveu entre os anos 1879 e 1932. Mas, apesar dos anos de vivência de um e de outro, o comum prevalece quanto das nacionalidades, ambos nasceram na Áustria.                                                                                    

E uma das características que compunha a família nos séculos passados eram os sobrenomes que interligados entre si formavam os clãs; eram famílias distintas, porém com laços mesmo distantes podemos considerar componentes e formadores de uma corrente que agregava valores familiares, fossem nas estruturas simples e humildes ou nas mais abastadas e complexas maneiras de vida.

Nos dias de hoje nem todos os descendentes daquelas famílias dão importância a esses fatos, o mundo moderno levou muitos a determinados conceitos provocando a desagregação até mesmo no nome familiar. Em alguns casos, primos não se conhecem, e tios, que no passado mereciam todo o respeito, hoje são apenas considerados parentes.

O objetivo de reaver a historia de familiares não é uma volta ao passado, mas para termos uma referência de valores que em muitos casos se perderam.

Conhecer a historia de nossos antepassados nos leva a imaginar as muitas ações promovidas por aqueles desbravadores que deram início ao que somos hoje. Lembrando que a imigração daqueles que dispuseram a se aventurar em novas terras é que formou o povo brasileiro e, juntamente com os negros vindo da África e o nativo índio brasileiro, passamos a ter a maior diversidade do Planeta. Somos um povo miscigenado com raças, culturas e sentimentos diferentes.                                                                                                                                             

      Uma das características que compunha a família nos séculos passados eram os sobrenomes, que interligados entre si formavam os clãs. Eram famílias distintas, porém, com laços mesmo distantes, eram considerados componentes e formadores de uma corrente que agregava valores, fossem nas estruturas simples e humildes ou nas mais abastadas e complexas maneiras de vida.
      Nos dias de hoje nem todos os descendentes daquelas famílias dão importância a esses fatos, o mundo moderno levou muitos ao individualismo e a determinados conceitos provocando a desagregação até mesmo no nome familiar. Em alguns casos, primos não se conhecem, e tios, que no passado mereciam todo o respeito, hoje são apenas parentes.
      O objetivo de reaver a historia de familiares não é uma volta ao passado, mas para termos uma referência de valores que em muitos casos se perderam.
     Conhecer a historia de nossos antepassados nos leva a imaginar as muitas ações promovidas por aqueles desbravadores que deram início ao que somos hoje. A imigração daqueles que dispuseram a se aventurar em novas terras é que formou o povo brasileiro e, juntamente com os negros vindo da África e o nativo índio brasileiro, passamos a ter a maior diversidade do Planeta. Somos um povo miscigenado com raças, culturas e sentimentos diferentes.                                                              
                                                                       *** 
 Com um apanhado de informações colhidas em pesquisas com dados documentais e memórias, espero agradar aos familiares em geral. No entanto, tais dados estão em alguns casos incompletos necessitando de mais informações e correções. Com isso espero a colaboração de todos que, interessados, ajudem a recontar a historia com crônicas, fotos, sejam documentos e outros dados que relevantes.                                                                                                         

                                            Os Dal`Lin (origem)           

Quanto a João Enilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini Hubsch, pouco ou quase nada se sabe de suas atividades em terras brasileiras. Há indícios de que muitos da família Hubscch tenham se dirigido para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, outros para o planalto curitibano. Ainda existem muitos descendentes no Paraná, tanto dos Dal´Lin quanto dos Hubcsch e Brandestine, no entanto, por falta de informação não podemos citá-los, resta-nos crer nas historias contadas pelos antigos tios e avós nos anos 50 e 60 do século XX, mas, apesar da pouca documentação podemos crer que todos os relatos são verdadeiros.  

 
                                                  Diáspora da família Dal´Lin
No cais do porto em Gênova um aglomerado de gente com malas e trouxas esperavam o embarque no grande vapor Solferino, estavam ali a céu aberto sob um friozinho já havia dias esperando pelo embarque. Eram jovens, crianças e idosos; em seus semblantes a expectativa do embarque não escondia a ansiedade para entrar no navio. Não eram apenas italianos, misturados naquela pequena multidão estavam alemães e poloneses também. Na escada que terminava no convés uma fila se formava pelos primeiros viajantes; nas mãos, documentos que eram a permissão de embarque. As bagagens iam sendo arrastadas, eram volumes que continham a sobrevivência para a travessia do Atlântico. Quem entrava ia se acomodando no convés em direção a terceira classe. Do alto do convés de primeira classe, os mais abastados, embarcados antes, assistiam de camarote a balburdia que se prolongava em idiomas diferentes. Estes, viajantes que pagavam pela viagem com conforto e boa comida, traziam pequenas fortunas para a nova terra com intenção de tornarem-se empresários; aqueles carregando trouxas eram os aliciados por um programa instituído pelo governo brasileiro para a colonização com o trabalho árduo, a mão de obra na construção civil, em fazendas ou e em outras profissões.
Nem bem estavam acomodados o grande vapor apitava dando sinal de sua partida, um corre-corre pelos  corredores e escadas os viajantes se dirigiam ao convés, amontoados davam adeus para aqueles que ficavam, lenços brancos de despedida esvoaçavam em mãos tremulas; as vistas lacrimejadas não escondiam sentimentos...e o cais ia se distanciando...a cidade escondida por um leve nevoeiro se apagava, e tão cedo a saudade se instalava naqueles que lentamente se recolhiam aos beliches da terceira classe.
Das chaminés do grande vapor apenas uma fumaça negra, e enquanto a quilha do navio cortava as primeiras ondas de um oceano, não apenas de águas, mas também de incertezas da grande aventura os viajantes sonhavam com a nova terra que iam colonizar.
A maioria dos passageiros suportava as precárias condições da viagem, no entanto, a falta de higiene em sanitários favorecia a proliferação de doenças contagiosas além de surtos de piolhos. Nos porões escuros e úmidos com pouca ventilação apenas algumas pequenas janelas por onde entrava uma réstia de luz, este era o pior lugar do navio.
Não foram raras a mortes provocadas por doenças contagiosas, como sarampo e cólera, que quando ocorria, o corpo era envolvido em um saco de lona juntamente com algumas pedras de carvão mineral para fazer peso e, após uma rápida cerimônia religiosa era lançado ao mar. Esse procedimento ocorria, pois não havia possibilidade de manter o corpo a bordo pelo motivo de evitar contágio aos demais passageiros.
A travessia do Atlântico no inicio eram feitos em veleiros que chegavam a levar até sessenta dias, mas a partir do final do século 19 as viagens nos vapores tornaram-se mais rápidas, passaram a levar de 15 a 30 dias.
No Solferino, durante a viagem em dias ensolarados os viajantes recebiam permissão para um banho de sol no convés, as crianças em algazarra corriam com as brincadeiras da inocência, os adultos, sentados ou caminhando, aproveitavam para expor seus sonhos na nova terra.
Depois da longa e penosa viagem com a parca alimentação e cansados, as primeiras imagens de terra eram avistadas, e novamente o corre-corre pelos corredores e escadas se dava; eram famílias inteiras a se aglomerar no convés para apreciar, mesmo que de longe, a terra onde iam morar.
Alguns navios aportavam no Rio de Janeiro, outros no porto de Santos, mas o Solferino se dirigiu para os portos do Sul. Nossa historia não há de registrar em que porto a família Dal´Lin desembarcou e nem em que classe estava. Aqui, um salto de anos será feito, no entanto, presume-se que a família tenha passado pelos mesmos procedimentos de tantas outras, permanecendo em hospedarias desconfortáveis e aguardando destino.
Não há registros ou mesmo histórias contadas pelos mais velhos desse período, nosso salto no tempo nos leva a cidade de Curitiba onde a família de João Emílio Dal´Lin se instalou. A primeira informação histórica que podemos ter é que, pelos idos dos anos de 1930, José Dal´Lin, este filho de João Emílio, possuía uma olaria em Quatro Barras, próxima a cidade de Piraquara onde produzia telhas, e das muitas produzidas cobriram as casas de uma infinidade de colonos. Daí em diante, os anos se encarregaram da historia, historia que muitos conhecem, pois José Dal`Lin e Julia Hubsch  escreveram os primeiros capítulos dos tempos modernos. No entanto a historia é bem mais antiga, é esta que vamos contar. Agora resta a nós descendentes dar continuidade.             
                                                               ***
Quando a família Dal´Lin chegou ao Brasil já havia uma gama muito grande de outros conterrâneos, pois a colonização já tinha se expandido bem para o sul, principalmente nas terras paulistas e gaúchas. No Paraná os emigrantes italianos reafirmaram sua presença ao se instalarem em colônias, porém, muitas famílias permaneceram nos centros urbanos e tornaram-se comerciantes e trabalhadores em diversas profissões. Há registros de que os emigrantes mais abastados foram os que instalaram as primeiras indústrias e iniciaram o setor comercial próximo as cidades. São conhecidos nomes que fizeram historia, no entanto, os menos abastados, oriundos dos campos agrícolas da Itália, aqueles que não foram trabalhar em fazendas procuraram se instalar fora dos centros urbanos, em colônias, onde passaram a produzir seus bens. Em alguns casos, para os agricultores o governo os ajudava na aquisição de terras com certo tipo de financiamento. Surgiam aí às classes sociais de estrangeiros, muitos enriqueceram e outros se tornaram simples trabalhadores em diversas profissões. E assim foi com tantos outros emigrantes vindos da Europa.  
No caso especifico da família Dal´Lin, do inicio pouco se sabe, pois, com os parcos registros ficamos no campo das suposições. Sabe-se que famílias abastadas, as que tinham posses, excluíam os demais membros, mesmo que fossem igualmente tratados como emigrantes. Este fato é reconhecido desde o embarque nos navios na Itália. Aqueles mais abastados faziam a viagem em classes privilegiadas com conforto, já os que não tinham condições de pagar pela mordomia faziam a viajem nas classes menos favorecidas, que em muitas das viagens aconteciam tragédias, pois a fome, o desconforto e doenças ceifaram muitas vidas. Chegar ao Brasil para esses não era fácil, e mais difícil ainda a adaptação na nova terra. Ao chegarem aos portos brasileiros os viajantes desta classe geralmente ficavam de quarentena em pensões, galpões dormitórios com refeitório, tudo fornecido pela sociedade protetora de imigração brasileira como medida de precaução, pois na época, a Europa sofria grande desgaste em virtude se surtos de doenças transmissíveis.
Iniciada em meados do século XIX, a imigração italiana teve sua maior amplitude no final deste mesmo século, e muito provável que nesses anos tenha chegado ao Brasil a família Dal´Lin.
Mesmo com uma data imprecisa podemos ter uma ideia não fantasiosa, pois relatos feitos pelos antigos descendentes e relembrados em conversas com os mais velhos levam-nos a crer que o primeiro a chegar por aqui foi João Emilio Dal`Lin casado com Elizabete Brandestini, uma família composta de vários filhos e filhas.
Embarcados no vapor Solferino, depois de uma difícil viagem desembarcaram no sul do Brasil, no entanto, por falta de informações precisas não podemos afirmar em que porto ocorreu, podemos apenas supor que tenha sido em Paranaguá no Paraná ou em Sta. Catarina.  
Alguns registros indicam que a família partiu do porto de Gênova na Itália, mas não se sabe de concreto sobre quantos membros da família embarcaram e a data precisa da chegada ao Brasil, talvez em 1891 ou próximo a isto.
Quando se pensa na imigração, o grande fenômeno de deslocamento ocorrido nos séculos XIX e XX observa-se um correspondente deslocamento de almas, além daqueles correspondentes a pessoas, famílias e seus pertences. Vem com eles também a força de trabalho, visões de mundo, conceitos, ideologias, atitudes, crenças e fé religiosas, sonhos, mitos, fábulas, contos folclóricos, ideias, valores, amores, ódios, saudade e amargos ressentimentos também imigram, estes, sem malas nem baús.     
      Um dos filhos de João Emílio e Elizabet Brandestini, José Dal`Lin, de origem italiana e Julia Hubch de descendência alemã tiveram filhos e filhas e se concentraram na cidade de Curitiba no Estado do Paraná. Com o crescimento da família e tendo como componentes descendentes de muitas outras, hoje o nome Dal´Lin se espalhou por todo o Brasil, são galhos, folhas e ramos da mesma raiz de uma árvore genealógica.
                                                  
                                                             Os Dal`Lin (origem)           
       Quanto a João Dal´Lin e Elizabeth Brandestini Hubch, pouco ou quase nada se sabe de suas atividades em terras brasileiras. Há indícios de que muitos da família Hubsch tenham se dirigido para as serras de Santa Catarina, outros para o planalto curitibano. Ainda existem muitos descendentes no Paraná, tanto dos Dal´Lin quanto dos Hubsch e Brandestine, no entanto, por falta de informação não podemos citá-lo no momento, resta-nos crer nas historias contadas pelos antigos tios e avós.  
                                                                                                                      
        Em Veneza vivia João Emílio Dal´Lin –  casado com Elizabeta Brandistini que  tiveram os filhos -- Ida Dal'Lin, Luiz Dal´Lin, Amadeu Emílio Dal´Lin, Marieta Dal´Lin, José Dal´Lin que nasceu em 29 de Fevereiro de 1880. José Dal´Lin se casou com Julia Minaife que nasceu em 10 de Dezembro de 1880. Tiveram os filhos - Antonia, Josefina, Gabriela, João, Pedro, Luiz, Julio e Paulo - Isso já no Brasil.             
                                                    
                                                  A historia de uma Santa.
    A cidade de Veneza estava praticamente ao nível do mar, com a maré cheia os canais transbordavam e as águas entravam pelas ruelas existentes, alcançando até mesmo os interiores  das catedrais quando em épocas de enchentes ou marés mais altas. Uma dessas enchentes praticamente arrasou algumas capelas a beira mar. O cenário de imagens boiando nas águas parecia um cenário de destruição e nada restava de muitas capelas.                                                        
      Nas andanças pelo lamaçal e grandes poças de água, uma imagem em madeira de Nossa Senhora foi encontrada por João Emílio Dal´Lin. Mesmo com parcos recursos, devido à época, suas economias não eram muitas, apenas algum dinheiro e joias de pouco valor, mas era tudo que tinha.
      Para guardar as economias usou de uma artimanha religiosa, fez um buraco na parte inferior da imagem e escondeu sua pequena fortuna. O respeito que havia em imagens sacras fez com que não fosse tocada por ninguém, e desta forma a fortuna estava guardada. Aí está retratada a historia da santa do pau oco.
      Atualmente a imagem tem destino incerto, quem sabe nas mãos de um dos descendentes.                                                                                                                              
      Esta historia que os antigos tios e tias contavam é de que, quando a catedral de Curitiba foi inaugurada não havia uma imagem no altar. A tal imagem achada nas águas da enchente em Veneza por João Dal´Lin é que foi apresentada aos fiéis, logicamente com a denominação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Dias depois uma imagem encomendada e definitiva foi colocada no altar. A original foi devolvida à família após a missa de inauguração e ficou em posse de João Dal´Lin que deixou como herança para seu filho José Dal`Lin.
                                                                               ***
    Entre outros filhos e filhas de João Emílio Dal`Lin e Elizabeta Brandestini  é que vieram a amalgamar outras famílias, e deste ramo na árvore genealógica é que nasceram os descendentes dos.....Wendet, Saporsk, Artmann e muitos outros, até mesmo alguns desconhecidos. Provavelmente no circulo familiar das famílias Hubsch, Minaife, Artmann vieram para o Brasil naquela época e se instalaram nos Estados do Sul, mais especificamente em Sta. Catarina e Rio Grande do Sul.  
                                                                               ***    
     Julia Hubsch (nasceu em 10 de Dezembro de 1880), filha de Venceslaw Hubsch e Antonia Minaife.
Antonia Minaife, filha de Joanes Minaife e Josefa Minaife. Antonia teve uma irmã, Teresa Minaife. Venseslaw Hubsch casou com Antonia Minaife no ano de 1875 na Áustria e tiveram 7 filhos: Julia Minaif Hubsch, Eugenia e mais 5 filhos dos quais não temos os nomes.
       De João Emílio Dal`Lin e Elizabete Brandestini Nasceu José Dal´Lin em 1880  e faleceu em1962
José Dal`Lin e Julia (Minaife) Hubch Dal`Lin tiveram os filhos Luiz Dal´Lin, João Hubch Dal`Lin, Pedro Dal`Lin Julio Dal´Lin, Gabriela Dal´Lin, Antonia Dal´Lin, Josefina Dal´Lin, Paulo Dal´Lin.
José Dal´Lin em um segundo casamento com Matilde (?) tiveram um filho de nome José Carlos Dal´Lin.                                                 
Gabriela Dal`Lin casou Humberto Bevervanço Sobrinho e tiveram os filhos Julia Bevervanço, Maretina Bevervanço que após casar tornou-se (Bevervanço Cogut), Humberto Bevervanço, Carmelo Bevervanço, Paulo Bevervanço, Luiz Bevervanço , José Bevervanço e outros.
Luiz Dal´Lin casou com Maria da Conceição Sampaio e tiveram os filhos Paulo Cesar Dal´Lin e JorgeLuiz Dal`Lin.
João Hubch Dal´Lin e Dinorah Agner Mendes tiveram os filhos - Jacob Paulo Dal´Lin – Regina Vitória Dal´Lin e outros que não sobreviveram.
Pedro Dal´Lin e Nair (?) não tiveram filhos.
Julio Dal´Lin e Olinda Leonel tiveram os Filhos - Antonio Julio Leonel Dal´LinPaulo Leonel Dal´Lin – Regina Leonel Dal´Lin - Maria Cristina Leonel Dal´Lin, Ana Julia Leonel Dal´Lin.  De um segundo casamento tive mais quatro filhos - Juliana Dal`Lin - Joanita Dal´Lin  - Cristiane Dal´Lin e Julio Dal´Lin Junior.
Antonia Hubsch Dal´Lin e ( ? Beguetto) tiveram um filho, Luiz Nivaldo Beguetto.
Josefina Hubsch Dal´Lin e Argemiro Kluger não tiveram filhos.

                                                 Sobre o brasão de família.

Foi a partir do final do século XIII, no reinado de Carlos IV (1346 – 1378) que os imperadores passaram a outorgar brasões sem enobrecer os beneficiários. No século XV confiaram o Brasão ao conde Paletino. A partir de então, passou a conceder os brasões às famílias burguesas.

Por volta do ano de 1453, os brasões com heráldica passaram a estabelecer uma comunicação que, tanto podia ser uma referência de nobreza quanto para marcar uma residência, uma propriedade rural ou um estabelecimento comercial, assim como nossos logotipos nos dias de hoje. Isso porque na idade média a maioria da população não sabia ler; então, os comerciantes  marcavam com gravuras os seus armazéns, tavernas, estalagens e outras atividades com a finalidade de torná-los facilmente identificáveis para os clientes sem instrução. Os brasões não eram só utilizados nas atividades comerciais, mas também nas portas das casas para identificar seu proprietário ou a família que ali morava, e com ela também marcavam seus bens e até as lápides dos falecidos da família.                                               
 O os brasões com heráldicas eram utilizados para estabelecer uma comunicação, que podia ser uma referência de nobreza ou mesmo para marcar uma casa ou estabelecimento comercial, como nossos logotipos dos dias de hoje; e com ela também marcavam seus bens e até as lápides dos falecidos da família.
O costume surgiu primeiramente nas aldeias em áreas rurais pela necessidade de identificar uma propriedade para definir seu proprietário e demarcações de um lugar, pois naquela época não existiam registros de imóveis, nomes de ruas e tão pouco números. Isso era importante para atribuir determinados direitos e deveres legais, como impostos e facilitar a localização das pessoas.
      Estas gravuras, ou seja, identificadores de famílias ou seus negócios se mantiveram até os dias de hoje. Algumas famílias ainda conservam, mesmo não sabendo das origens, a marca de gerações bem anteriores, e muitos sobrenomes foram adotados de acordo com tais símbolos.
     Estes símbolos eram desenhados de conformidade e sempre relacionados às atividades da família, que podiam ser de animais ou algo referente ao alimento que produziam ou mesmo uma ferramenta referente ao ofício das pessoas que moravam na casa, e também identificavam, de certa forma a religiosidade da família.        
    Mais tarde, com a evolução, tais símbolos evoluíram e passaram a ter um papel importante nas guerras para identificar os soldados numa batalha, que neste caso, identificava o burgo ou o nobre para o qual estava lutando. Portanto, não existe nenhuma pretensão de se mostrar "integrante da nobreza" ou de “sangue azul”, isso porque, nem todos os brasões têm origem na realeza.
    Na idade média o brasão era ao mesmo tempo a bandeira, a insígnia da família, e como tal, honrada e transmitida através das gerações. Com o fim da idade média, os brasões deixaram de ser somente um elemento de identificação e foram adaptados como insígnias pelos nobres e cavaleiros, não só nos escudos, mas em anéis para selar documentos e bordados em peças de roupas.
    Provavelmente o brasão da família Dal´Lin tenha sido usado pelos nossos ancestrais, esses desconhecidos da nossa historia que deixaram sua marca para nos lembrar das nossas origens.                                                                           
                                                                   
                                             Os Hubsch e os Minaife  (Origens)
                                     
  
     Hubsch e Minaife, apesar de serem nomes de origem alemã, no contexto da nossa historia, nossos antepassados, ditos pelos mais velhos tiveram origem de nascimento na Áustria, isso porque a Austria  pertencia ao império Austroungaro.
   Em toda “historia de família” podem existir algumas dúvidas, no entanto e nem por isso, não podemos supor que em algumas linhas possamos descrever de forma, até poética, a vivência de nossos antepassados.
                             Uma das versões relativa aos Hubsch e Minaife é essa:
                                   Nos salões imperiais de algum palácio na Áustria.
Nos salões imperiais austríacos decorados com ricos adereços e chãos espelhados, ao som de valsas a corte bailava sob a batuta do maestro Venceslaw Hubsch. Ao mesmo tempo em que riscava as notas musicais no espaço o maestro olhava para sua amada sentada em uma cadeira macia e decorada em douradas pinturas. Mesmo ao som de delicadas notas musicais, sua esposa Antônia não se sentia muito a vontade, pois mais uma de sua gravidez estava para terminar. Transcorriam os últimos dias do ano de 1890.
     Casados, Venceslaw Hubsch e Antônia Minaife conviviam na corte desde muito tempo, pois, a capacidade e o talento musical fizeram de Venceslaw o maestro oficial da corte, e com isso obteve influência e sucesso. Sobre Antônia Minaife, alguns antigos contavam que era uma ama na corte, outros porém, relatavam que era uma baronesa, mas tudo fica no universo de historias contadas e não em relatos oficiais e documentados.
     Os conflitos que envolviam interesses do império austro-húngaro naqueles anos de 1800, fizeram com que grande número de famílias se distanciasse de suas terras de origem e de suas posições de conforto, muitas delas foram para a Itália e outros países da Europa, e é nesse contexto que a historia do casal Hubsch/Minaife têm a realidade. 
    Venceslaw Hubch e Antonia Minaife, com três filhas ainda crianças, Antonia, Eugenia e Julia, debandaram para as terras Italianas. A dificuldade maior foi a de se instalarem.
    Conhecido maestro que era foi aceito pelo clero em Veneza mesmo sendo protestante, depois, convertido ao catolicismo foi um alívio para a família com as jovens mocinhas. Contavam os mais antigos que no total de sete filhas, algumas delas seguiram os passos do pai e tornaram-se eximias violonistas.
  Venesa com suas paredes levantadas sobre os pântanos não oferecia muito conforto, restava apenas os interiores dos prédios de uma abastada classe social pertencente ao catolicismo onde os Doges determinavam as leis.
  Algumas informações passadas pelos mais antigos da família relatam que Antonia Minaife não era condessa, e sim ama de uma das condessas do palácio. Seus pais Josefa Minaife e Joanes Minaife tiveram também Sidonia e mais um filho. Há registros de que Antonia Minaife teve uma irmã de nome Tereza Minaife.
                                                                              
 Nesta fotografia está - a esquerda - A avó (matriarca de uma das ramificações da família Dal´Lin) - Julia Hubsch e as outras, provavelmente suas irmãs - a mais idosa  deve ter sido a bisavó da qual não tenho maiores informações. (data desconhecida assim como o local, podendo ter sido no Brasil.
                                                  Única descrição que podemos ter:
Venceslaw Hubsch e Antonia Minaife tiveram as filhas Julia Hubsch que nasceu em 1880 e faleceu em 1954 - Clara Hubsch que nasceu em 1884 - Eugênia Hubsch - Leopoldina     Hubsch, Gabriella Hubsch que  nasceu em 1886 e Antonia Hubsch. 
   E o tempo passa, e com ele as famílias vão se entrelaçando, ramificando, dando formas a uma grande árvore genealógica, mas as raízes permanecem. Do tronco os galhos vão se distanciando, os descendentes dão origens a novas famílias e com elas gerações vão passando os graus de parentesco até se dissolverem e não mais se reconhecerem. 
  Cada ramo familiar possui suas origens, assim temos: tataravós paternos e maternos, bisavós maternos e paternos, avós paternos e maternos e assim por diante. Cada ramo descende de outra árvore genealógica e, se fizermos uma viagem no tempo encontraremos em um espaço mito distante que alguns de nós podemos ter ligação com antepassados que fizeram parte da história, alguns registrados e outros apenas contados, alguns heróis...outros vilões.
    E assim os descendentes vão se distanciando e formando novas famílias, tornam-se desconhecidos apenas com nomes de parentesco espalhados pelo mundo. Nossos ancestrais vindos de outros países nos proporcionaram oportunidades de estarmos, de alguma forma, ligados a culturas e raças diferentes. E nos tornaremos os ancestrais dos nossos descendentes do futuro, e para que não sejamos esquecidos, deixamos nossos registros, nossas marcas e nossos escritos, deixamos nossas historias como pegadas a serem seguidas pelas futuras gerações.

            A historia de uma Santa. (Causo contado pelos mais antigos)

A cidade de Veneza estava praticamente ao nível do mar, com a maré cheia os canais transbordavam e as águas entravam pelas ruelas existentes, alcançando até mesmo os interiores  das catedrais quando em épocas de enchentes ou marés mais altas. Uma dessas enchentes praticamente arrasou algumas capelas a beira mar. O cenário de imagens boiando nas águas parecia um cenário de destruição e nada restava de muitas capelas.                                                             
 Nas andanças pelo lamaçal e grandes poças de água, uma imagem em madeira de Nossa Senhora foi encontrada por João Emílio Dal´Lin. Mesmo com parcos recursos, devido à época, suas economias não eram muitas, apenas algum dinheiro e joias de pouco valor, mas era tudo que tinha. Para guardar as economias usou de uma artimanha religiosa, fez um buraco na parte inferior da imagem e escondeu sua pequena fortuna. O respeito que havia em imagens sacras fez com que não fosse tocada por ninguém, e desta forma a fortuna estava guardada. Aí está retratada a historia da santa do pau oco.      A história que os antigos tios e tias contavam é de que, quando a catedral de Curitiba foi inaugurada não havia uma imagem no altar. A tal imagem achada nas águas da enchente em Veneza por João Dal´Lin é que foi apresentada aos fiéis, logicamente com a denominação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Dias depois uma imagem encomendada e definitiva foi colocada no altar. A original foi devolvida à família após a missa de inauguração e ficou em posse de João Dal´Lin que deixou como herança para seu filho José Dal`Lin. Não se sabe onde foi parar a imagem
  Descrição da árvore genealógica. Famílias. Hubsch. Guilherme Hubsch (nascido em Áustria) e Ana Hubsch (nascida em Áustria na cidade de Belz a 16 de maio de 1876) nascida ?... Wenceslaw Hubsch (1879 a 1932) – Antônia Minaife – filhas: Antônia Hubsch, Eugênia Hubsch, Julia hubsch e outras. Minaife.Johanes Minaife e Josefa Minaife – filhos: Antônia Minaife - Tereza Minaife. Dal`Lin. João Emilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini – Filhos: Ida Dal´Lin, Luiz Dal´ Lin, Amadeu Emílio Dal`Lin, Marieta Dal`Lin, José Dal`Lin. José Dal`Lin casou com Julia Minaife – Filhos: Antônia, Josefina, Gabriela, João, Pedro, Paulo, Júlio, Luiz. – João Hubsch casou com Dinorah Agner Mendes – filhos: Jacob Paulo Dal`Lin e Regina Vitória Dal`Lin. Jacob Paulo Dal`Lin casou com Maria de Lurdes Vieira Alves – Filho: Fernando Paulo Dal`Lin. Jacob Paulo Dal´Lin casou com Luiza Paulo de Oliveira – segundo casamento – naõ tiveram filhos. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone - filho: Igor Dal`Lin. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone - segundo casamento: Filha: Gabriela Dal`Lin. Famílias. 
Hubsch. Guilherme Hubsch (nascido em Áustria) e Ana Hubsch (nascida em Áustria na cidade de Belz a 16 de maio de 1876) nascida ?...Wenceslaw Hubsch (1879 a 1932) – Antônia Minaife – filhas: Antônia Hubsch, Eugênia Hubsch, Julia hubsch e outras. Minaife. Johanes Minaife e Josefa Minaife – filhos: Antônia Minaife - Tereza Minaife. Dal`Lin. João Emilio Dal´Lin e Elizabetha Brandestini – Filhos: Ida Dal´Lin, Luiz Dal´ Lin, Amadeu Emílio Dal`Lin, Marieta Dal`Lin, José Dal`Lin. José Dal`Lin casou com Julia Minaife – Filhos: Antônia, Josefina, Gabriela, João, Pedro, Paulo, Júlio, Luiz. João Hubsch casou com Dinorah Agner Mendes – filhos: Jacob Paulo Dal`Lin e Regina Vitória Dal`Lin. Jacob Paulo Dal`Lin casou com Maria de Lurdes Vieira Alves – Filho: Fernando Paulo Dal`Lin. Jacob Paulo Dal´Lin casou com Luiza Paulo de Oliveira – segundo casamento – naõ tiveram filhos. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone - filho: Igor Dal`Lin. Fernando Paulo Dal`Lin casou com Simone - segundo casamento: Filha: Gabriela Dal`Lin. 
 

Os Saporski.

Uma das famílias mais tradicionais do Paraná é a família Saporski que, iniciada com a vinda de Sebastian Edmundo Wós Saporski (1844-1933) ao Brasil. Considerado como o pai da colonização polonesa teve sua vida dedicada aos seus conterrâneos.

Nascido em 19 de janeiro de 1844 sob o nome de Sebastian Wóss em Stary Siołkowice na região polonesa de Opole (Silésia), região ocupada da Prússia, era filho de Jadwiga

Kamp e Szymon Wós, um rico fazendeiro. Suas origens são desconhecidas, no entanto, é muito provável que sua mãe tenha sido de origem úngara e seu pai com origem alemã.

Em 1844 Stare Siołkowice era uma pequena vila no distrito administrativo de Gmina Popielów, no condado de Opole, Opole Voivodeship, no sudoeste da Polônia. Ali, em uma família rica, nasceu Sebastian Wós, em 19 de janeiro de 1844 daquele ano. À época, o feudalismo predominava, e a terra, de tão valiosa, era chamada de "ouro" pelos mais pobres. 

Depois de ter completado os estudos, por razões de nacionalismo, decidiu desertar após sua convocação para lutar a favor do exército prussiano, refugiou-se em Londres antes de emigrar para a América do Sul. Sebastian, então, embarcou em Londres, na Inglaterra, no veleiro "Emma", com destino à América do Sul. Desembarcou inicialmente em La Plata, Argentina e depois permaneceu cerca de um ano em Montevideo.

Em 1867 e passou a assinar seu nome como Sebastião Edmundo Wóss Saporski onde fez contato com alguns poloneses e um casal idoso de alemães de Brunswick, conhecidos do Dr Herman Blmenau cuja obra impressionou o jovem Saporski. Em 1868, o casal convenceu-o a acompanha-los à colônia Blumenau na então Província de Santa Catarina, centro da colonização alemã, onde Saporski fixou residência e trabalhou como professor. Lá teve a oportunidade de encontrar-se com o padre Antônio Zielinski, natural da cidade de Lwów, que já vivia em Santa Catarina desde 1867. Em 1869, Saporski visitou a região de Palmeira na província Paraná e, inspirado pelo exemplo da imigração alemã em Blumenau, fundou uma empresa colonizadora. Com a ajuda do padre Zielinski, que era bem relacionado na corte brasileira, Saporski solicitou a D. Pedro II, em 10 de abril de 1869, uma concessão de terras no Estado do Paraná, com as mesmas vantagens dadas aos alemães que estavam em Santa Catarina para serem colonizadas por poloneses, solicitação esta que foi atendida no dia 11 de maio do mesmo ano. Ainda em 1869, guiou a chegada ao Brasil de 16 famílias de poloneses vindos da Silésia Austriaca, que desembarcaram em Itajaí - Santa Catarina, e foram encaminhadas para a região de Brusque. Em 1870, recrutou um segundo grupo de silesianos na Polônia. Naquele mesmo ano completou o curso de metrologia e, 1874 graduou-se em geometria. Ainda em 1871, conseguiu o reassentamento desses dois primeiros grupos para as áreas maiores com terras produtivas e com pouco índice de povoamento na província do Paraná. Foram 32 famílias polonesas que se estabeleceram na colônia Pilarzinho, nos arredores de Curitiba. Tonando-se desde então o pioneiro da colonização polonesa no Paraná. Dois anos após, em 1873, Saporski ajudou mais 64 famílias - 258 pessoas que desembarcaram em Santa Catarina a se estabelecerem na colônia Abranches, a 6 Km de Curitiba. Sua historia e aventuras estão registradas em “Memórias”, de Sebastião Wós Saporski, publicação feita no VI volume dos anais da comunidade brasileira polonesa.

Sebastian foi o segundo dos nove filhos de Szymon Wós e Jadwiga Kamp. Na vila, ele frequentou a escola primária. Depois, em Opole, começou o ensino médio - que precisou ser interrompido por conta de uma enfermidade no pulmão. Quando se preparava, porém, para dar continuidade aos estudos na universidade de Wrocław, foi recrutado para servir o exército prussiano. Para fugir do serviço militar e do sonho dos pais em vê-lo padre, Sebastian decidiu ir embora do país. À época, a Polônia e o os poloneses sofriam as consequências das partilhas do território, dividido entre Prússia, Rússia e Áustria.

Para fugir do serviço militar e do sonho dos pais em vê-lo padre, e Edmundo decidiu ir embora do país. Naquela época a Polônia e os poloneses sofriam as consequências das partilhas do território, dividido entre Prússia, Rússia e Áustria. A região de Slask estava sob o domínio da Prússia e o jovem Sebastian e alguns outros, deixaram a região. Fugiram porque não queriam servir ao exército da Prússia. Sebastian então foi para Londres onde embarcou em Londres no veleiro Emma, com destino à América do Sul. Nas historias a seu respeito, contam que ele "pegou" documentos de alguém que morreu no navio, e precisava mudar de nome, Talvez, neste ato, acrescentou Saporski ao seu nome.

A chegada e as conquistas no Paraná

Com nova identidade e adotando o nome de Sebastian Edmundo Wós Saporski chegava a Curitiba em 1870, e veio para ficar, Na capital, logo no ano seguinte, ele ajudou a instalar, nos bairros Pilarzinho e Mercês, 32 famílias polonesas que vieram de Santa Catarina. Foi nesta época que a Colônia do Pilarzinho surgiu.

Três anos depois, outras 64 famílias de imigrantes poloneses chegaram ao Brasil e dessa vez, foram cedidos terrenos no bairro do Ahú, próximo a Curitiba. A nova colônia recebeu o nome de Abranches.

O então Sr. Saporski, através do Governo do Paraná, podia distribuir aos poloneses as terras devolutas, e fez isso com todas as colônias: Abranches, Pilarzinho e outras, tanto que a planta se chama Dom Pedro II, com quem ele tinha contato.

Nos primeiros anos no Brasil Saporski foi professor de matemática, geometria e Alemão, e em 1874 prestou exames no Ministério da Agricultura no Rio de Janeiro e recebeu o título de engenheiro agrimensor.

A partir de então, preparou o lar paranaense para centenas de colonos poloneses.

Trabalhou na construção de ferrovias, com destaque para a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, na qual foi responsável pelos 20 quilômetros mais difíceis de executar.

Durante a construção da ferrovia, conheceu a esposa Maria, no litoral do Paraná, filha de índios Carijós. Conta a história que durante a construção da ferrovia, Saporski foi picado por uma cobra e Maria ajudou na cura dele. Ele mesmo dizia que era um casamento de gratidão, de compaixão. No entanto, outras fontes afirmam que a esposa se chamava Maria de Oliveira, portuguesa de origem açoriana, era culta, sabia ler e escrever e auxiliava nos cálculos de medições dos trabalhos que fazia como agrimensor. Tiveram seis filhos.

Saporski também ajudou a fundar a Sociedade Polonesa Tadeusz Kościuszko e a Sociedade Editora Gazeta Polska w Brazylii - o primeiro jornal em língua polonesa no território brasileiro, com tiragem de 500 exemplares.

Em 1912, o polonês foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Paranaense (PRP), foi o primeiro deputado de origem polonesa no parlamento do Paraná.

Saporski faleceu em 6 de dezembro de 1933. 

Homenagens e gratidão

No Brasil e na Polônia, o sentimento diante do legado de Saporski é o mesmo: gratidão.

Em 1920, ainda vivo, ele recebeu o título de “Pai da Imigração Polonesa no Brasil” do primeiro cônsul polonês em Curitiba, Kazimierz Głuchowski. Já em 1924, no Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba, ele ganhou a Cruz da “Polônia Restituta” - um reconhecimento por grandes realizações em prol do país. Em 1953, foi inaugurado um obelisco em pedra na Praça Irmã Tereza, em frente à Igreja de Sant’Ana, no Abranches. Em 1971, o obelisco recebeu um busto em bronze em sua homenagem, de autoria do escultor Adolph David.

Em 2012, no 78º aniversário do falecimento de Saporski, o túmulo dele no Cemitério Municipal de Curitiba foi restaurado pela família com apoio do Consulado Geral da República da Polônia e, na capital e na cidade, há ainda uma escola em homenagem a ele, o Colégio Estadual Sebastião Wós Saporski, no bairro Taboã.

O veleiro Emma que Sebastião Wós Saporski embarcou para o Brasil atracou primeiro no porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, mas Saporski não desceu, decidiu continuar rumo à Argentina e depois para o Uruguai.

Em Montevidéu, ficou em torno de um ano. Foi onde conheceu um casal alemão que o convenceu a voltar para o Brasil, mais especificamente para Santa Catarina.

Lá, em Gaspar, conheceu o Padre Antônio Zielinski - que virou um grande aliado no processo de imigração dos poloneses. Juntos, os dois conseguiram uma concessão junto à corte brasileira para colonizar terrenos na região do Paraná.

À época, o Império queria povoar o vazio no interior do país e substituir, na lavoura, a mão-de-obra que se tornava cada vez mais rara com a abolição dos escravos.

      

Agner e Mendes.

Foi no ano de 1832 que Johann Frank Agner, sua esposa Catherine Borbon chegaram ao Brasil trazendo com eles o filho Luiz Manoel Agner com seis anos de idade, vindos de Wurttemberg na Alemanha.Luiz Manoel Agner nasceu, por volta de 1826 em Baden Wurttemberg, Luiz Manoel Agner casou com Maria dos Anjos Cordeiro em 24 de agosto de 1851 na cidade de Morretes – Pr. Foram pais de onze filhos e filhas. Luiz Manoel Agner faleceu na cidade de Curitiba em 10 de janeiro de 1898 com 72 anos. Entre filhos e filhas está Carolina Agner que casou com Manoel de Oliveira Mendes (Fazendeiro) falecido a 2 de Agosto de 1890. - pais de – (filho 1) Lucia de Oliveira Mendes que casou com seu primo João Gonçalves Cordeiro – (filho 2) Targina Agner Mendes casou com João Manoel de Sá Ribas Sobrinho. (filho 3) Vespasiano Agner Mendes (solteiro). (filho 4) Jovino Mendes casou com Maria Salomão, pais de Neri Mendes. (filho 5) Maria Luiza Mendes casou com Edgar Witheres. (Filho 6) Ovídio Agner Mendes foi comerciante casou com Victória Bobato. (filho 7) Mercedes Agner Mendes casou com Paulino Inácio de Moraes (oficial do Exército). (Filho 8) Antônio Agner foi comerciante, casou com Gilda de Souza. (filho 9) 
Placidia Agner Mendes casou com Ciro Silva (advogado e escritor).

História e biografia.

Luiz Manoel Agner era Naturalizado brasileiro, com seus pais fixou residência em uma colônia alemã nas imediações da pacata cidade de Curitiba em meados do século XIX. Em 1860 participa das eleições como "Candidato dos Alemães" e alcança a suplência de Vereança e, em 1865 é eleito vereador de Curitiba pelos "Liberais". Foi alferes do exército impérial do Brasil e recebeu várias promoções chegando ao cargo de major e participou da Guerra do Paraguai. Conta-se que durante a Guerra do Paraguai o Major Luiz Manuel mostrou seu talento para fazer pães, possivelmente reproduzindo receitas de sua família de origem germânica. A fama de seus pães teria chegado ao Imperador D. Pedro II, por quem teria sido convidado para apresentar seus dotes culinários na Corte, por isso era chamado de Maneco padeiro. Em 1868 é iniciado na maçonaria na Loja "Perseverança", e Em 1871 participa da criação da Loja Maçônica "Modéstia" em Morretes – Pr. Em 1871 é eleito suplente de Juiz Municipal em Curitiba, o cargo seria equivalente ao de Prefeito.  Em 1878 foi nomeado Delegado de Policia do termo da Capital.Como empreendedor, em 28 de outubro 1872 inaugura em Curitiba um engenho de socar erva mate a vapor e recebeu a “medalha do progresso” na quarta exposição, sendo que, a 4ª. Exposição Nacional, por sua vez, foi precedida de outra, de caráter provincial, inaugurada em 25 de abril de 1875. Atuou no campo da política e chegou a ser deputado provincial. Muitos outros fatos estão em sua biografia, no entanto, cito aqui apenas alguns. Biografia completa de Manoel Agner está neste na wikipedia.